SP tem maior abstenção em 2º turno desde 1988; no Rio e em Goiânia, índice supera votos de eleitos – Política – Estadão

Head Topics – Brasil – 29/11/2020

Pandemia não é a única explicação, diz cientista político: ‘É uma crise na democracia representativa’

SP tem maior abstenção em 2º turno desde 1988; no Rio e em Goiânia, índice supera votos de eleitos (via EstadaoPolitica)

Pandemia não é a única explicação, diz cientista político: ‘É uma crise na democracia representativa’

Marta Suplicy(então no PT) e em 2004, quando a petista foi derrotada por José Serra (PSDB), os índice foram próximos: 17,54% e 17,55%, respectivamente.Em 2000, na vitória de Marta sobre Paulo Maluf (então no PPB), a abstenção foi de 15,16%, um número menor que o registrado quatro anos antes, quando Celso Pitta (candidato do PPB) derrotou Luiza Erundina (então no PT), numa disputa com 18,11% de não comparecimento. Na primeira disputa municipal com dois turnos depois da Constituinte, foram 12% de abstenções na disputa em que Paulo Maluf (então no PDS) derrotou o petista Eduardo Suplicy.

São Paulo está entre asregistrada no primeiro turno. 29,29% dos eleitores da capital não foram às urnas.Para o cientista políticoRodrigo Prando, da Universidade Mackenzie, a pandemia do coronavírus é o fator que mais ajuda a explicar o índice, mas não é único. O aumento da abstenção ao longo dos anos indica a tendência de crise na democracia representativa.”A gente imaginava que teríamos uma abstenção muito grande pela pandemia. Ainda assim, é surpreendente. Mas é algo que não é de agora. É uma crise na democracia representativa, algo que paira no mundo todo.”

Ele defende que para reverter o quadro é preciso aproximar a classe política da sociedade fora do período eleitoral.”Há desconexão entre o mandato do político eleito e a dimensão da vida social. A classe política precisa se aproximar da sociedade e o cidadão precisa estar vivenciando a política. A eleição é só parte do processo político.”