Risco de aumento da abstenção no 2º turno

Tribuna Online – 28/11/2020

Aumento dos casos de Covid pode fazer mais eleitores não irem votar amanhã e virar desafio para os candidatos, dizem especialistas

Dos mais de um milhão de eleitores que Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica possuem juntas 297.119 deixaram de ir às urnas no 1º turno, no último dia 15.

Levando em conta o histórico de outras eleições e o aumento dos casos de Covid-19 é possível que amanhã, na realização do 2º turno nas quatro principais cidades da Grande Vitória, haja um número ainda maior de abstenções.

Vitória e Cariacica, desde o último dia 20, passaram do risco baixo de contágio da doença para o moderado, enquanto Vila Velha e Serra entraram para esse grupo ontem, segundo novo Mapa de Risco para combate ao coronavírus divulgado pelo governo do Estado.

Para o cientista político e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo Rodrigo Prando, o possível aumento na abstenção acaba se transformando em um desafio ainda maior para os candidatos.

“Isso pode pesar para estes que estão concorrendo, especialmente em situações em que a disputa está muito apertada. A ausência, a abstenção pode significar que um candidato ultrapasse o outro por uma pequena margem”, analisa.

Segundo Prando, junta-se à Covid-19 como fator de desânimo de parte do eleitor, o fato de ele não se sentir representado nas candidaturas finalistas, diferentes daquelas que apoiaram no 1º turno.

“Isso já foi muito presente no ano de 2018, que foi uma clara demonstração de que tanto Bolsonaro como Haddad não representavam uma parcela significativa, que deixou de votar. O fato de não ter conexão com esses candidatos, de não se sentir representado, é um fator que leva a um aumento da abstenção”, concluiu Rodrigo.

O advogado especialista em Direito Eleitoral, Marcelo Nunes, por sua vez, explica que em via de regra o número de abstenções no 2º turno é maior por conta dos candidatos a vereador não estarem mais concorrendo aos cargos, além de alguns candidatos a prefeito que também não estão mais disputando.

“As pessoas ficam mais desmotivadas, mas não chega a comprometer a legitimidade das urnas. E nas cidades onde há um equilíbrio maior na disputa pode acontecer de os eleitores se sentirem com mais vontade a participarem do processo eleitoral no 2º turno”.

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