Sobre

Nasci na cidade de São Carlos, no interior do estado de São Paulo, em 1978. Filho de José e Valentina, tenho, presente, as mais doces e amorosas lembranças de meus pais. Não puderam estudar, mas foram gigantes em trabalhar para garantir, para mim, tudo o que uma família pobre e honesta poderia dar a um filho. O mais importante, contudo, foram os valores que, desde cedo, observava em casa: respeito, trabalho sempre dividido, honestidade na relação com os outros. 

Estudei a vida toda em escola pública. Da primeira à oitava série, na escola próxima de nossa casa, Elydia Benetti, onde minha mãe trabalha como servente. Foram muitas vezes que meu pai e eu, íamos para a escola ajudar minha mãe a lavar salas de aula, carteiras, o pátio e os banheiros. Depois, do primeiro ao terceiro colegial, estudei na Escola Álvaro Guião e lá conheci grandes pessoas: professores e amigos. No Colegial, tivesse a certeza de que cursaria Ciências Sociais. Minha mãe conseguiu, com dificuldades, me dar o dinheiro para a inscrição no vestibular da Unesp, pois naquele momento, com meu pai doente, os gastos eram muitos em medicamentos e transporte constante para o hospital. Tive uma grata surpresa ao chegar na escola e descobrir que havia ganhado a inscrição gratuita por escolha dos professores, por conta de meu desempenho nas disciplinas de Humanas. Voltei com o dinheiro para devolver e ela fez questão que eu ficasse com ele e, confesso, fiquei dias sem saber o que fazer com R$ 50,00. Comprei um livro e uma calça jeans…

Aprovado no vestibular, cursei Ciências Sociais, na Unesp, de Araraquara. Os anos de Graduação foram incríveis. Ia e voltava, diariamente, para a universidade. À noite, ao chegar em casa, tinha uma dupla sensação: felicidade e tristeza. Feliz por ter aprendido tanta coisa durante as aulas e triste porque tinha a exata noção de minha ignorância frente à erudição de muitos de meus professores. No segundo ano, concorri à bolsa de estudos do PET – à época, chamado Programa Especial de Treinamento – da CAPES. Pouco antes de realizar a prova teórica liguei para minha mãe, que avisou que meu pai tinha poucas horas de vida, pediu para fazer a prova e voltar para São Carlos. A alegria da conquista foi obnubilada pela perda de meu pai. Contudo, o valor da bolsa, R$ 240,00, permitiu, para mim, ter aquilo que nunca tive antes: livros, roupas, viagens, etc. O mundo se abriu em todos os sentidos. Vivenciei outra fatalidade poucos meses depois da morte de meu pai:  um AVC que vitimou minha mãe. Foram meses na cama e com cuidados necessários de minha parte. As doenças e limitações físicas de meus pais não me permitiu afastar-me de São Carlos e da Unesp, por isso, a pós-graduação, Mestrado e Doutorado, também foram lá na FCL – Faculdade de Ciências e Letras. A Unesp foi fundamental e as bolsas de estudo, graduação e mestrado, imprescindíveis para minha formação intelectual.

Outro aspecto relevante, em minha trajetória, é a participação no Escotismo, quando, em 1989, aos 11 anos, entrei no Grupo Escoteiro São Carlos 251, na Tropa Escoteira. No Movimento, encontrei mais do que amigos, uma grande família. Nos muitos anos como membro juvenil ou como adulto voluntário, pude exercitar a cidadania, as boas ações, aprender a liderar e a ser liderado, sempre com humildade. Não seria o profissional, hoje, sem o Escotismo em minha vida.

Profissionalmente, faço aquilo que gosto, na verdade, sou apaixonado. Exerço a docência ministrando aulas de Sociologia e Política, além de realizar pesquisas e atividades de extensão. Minha estreia como professor do Ensino Superior deu-se na cidade de Paripiranga, na Bahia, na antiga faculdade Ages. Atualmente, sou professor e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie, no Centro de Ciências Sociais e Aplicadas.   

Endereço para meu Curriculum Lattes: http://lattes.cnpq.br/8270606169337686 

 

Rodrigo prando
rodrigoprando@gmail.com

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